Como surgiu a ficção científica?

Você, amigo leitor ou amiga leitora fã de Star Wars e cinema de ficção científica em geral, certamente já parou pra pensar em como tudo isso de seres extraterrestres, naves espaciais e simpáticos androides começou, não é mesmo? Se fizerem uma pesquisa rápida, chegarão à mesma conclusão: na literatura.

Para falar das origens da ficção científica não podemos deixar de falar nas pulp magazines americanas. Eram revistas de baixo custo, confeccionadas com papel de polpa (aquele papel escurecido feito com restos de papéis já utilizados, daí seu nome) e tinham capas coloridas, apelativas e frequentemente machistas. A origem das pulp magazines remonta a fins do século XIX, e a ficção de polpa compunha-se basicamente de romances, histórias de detetive e heróis e, claro, ficção científica.

A pulp Amazing Stories, nascida em 1926, foi a primeira revista a veicular exclusivamente contos de sci-fi. Mais do que isso, foi responsável pela delimitação do gênero e sua nomeação. O primeiro responsável pela Amazing foi o célebre editor Hugo Gernsback, cujo nome foi dado a um dos prêmios máximos da ficção científica literária, existente até hoje: o Hugo, é claro! A revista teve 609 números, encerrando suas edições em 2005. Os primeiros continham contos de escritores já consolidados, como Verne e Poe.

A primeira revolução da sci-fi foi operada graças à revista Astounding Science Fiction, que teve seu primeiro número em 1930. O principal colaborador da revista era ninguém menos que Isaac Asimov (Fundação; Eu, Robô). Mais tarde, Asimov foi condecorado como um dos Três Grandes do gênero, juntamente com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke. Pronto! Estava consolidada a ficção científica literária.

Qual foi o primeiro livro de ficção científica publicado?

Pergunta bem difícil de ser respondida, ainda do início do século XIX: Frankenstein, de Mary Shelley (sim, uma mulher!). As personagens do cientista maluco ousado e da criatura humanoide se popularizam, embora o termo science fiction só tenha sido cunhado nos anos 20 do século seguinte.

Ficção “especulativa”? Mas que raio significa isso?

Alguém que não tenha pesquisado sobre o tema pode estranhar essa demoninação. É muito simples: trata-se de uma classificação para toda aquela ficção que não se baseia na ciência “do possível”. Para os que a aceitam, ficção científica propriamente dita seria apenas aquela baseada na ciência real, que encontra base na literatura acadêmica.

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Fonte: Biblioluv