Conheça mais sobre Literatura Brasileira

O dia da literatura brasileira é comemorado anualmente em 1º de maio. A data é uma homenagem aos grandes escritores e às suas belíssimas obras, que passam por uma extensa e rica diversidade de escolas literárias, marcando cada período social e intelectual da história do Brasil.

Entre as vanguardas e escolas literárias mais significativas para a literatura brasileira está o Quinhentismo, Barroco, Neoclassicismo ou Arcadismo, Romantismo, Realismo/Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e o Neo-Realismo.

Origem do Dia da Literatura Brasileira

O Dia da Literatura Brasileira é uma homenagem ao aniversário de um dos mais importantes autores do Romantismo Brasileiro, José de Alencar.

José Martiniano de Alencar nasceu em 1º de maio de 1829, e ficou conhecido por ser o primeiro escritor brasileiro a retratar o seu país exatamente como ele era, ou seja, com os personagens típicos do Brasil, como o índio e a vida no sertão nordestino. As obras de Alencar influenciaram a literatura brasileira e romperam com os padrões europeus.

Vanguardas e Escolas literárias brasileiras importantes para cultura nacional.

Século XVI: Quinhentismo

O Quinhentismo representa a primeira manifestação literária no Brasil que também ficou conhecida como “literatura de informação”.É um período literário que reúne relatos de viagem com características informativas e descritivas. São textos que descrevem as terras descobertas pelos portugueses no século XVI, desde a fauna, a flora e o povo. Vale lembrar que o Quinhentismo brasileiro ocorreu paralelo ao Classicismo português e o nome do período refere-se a data de início: 1500.

Entre as manifestações da época, destaca-se também a Literatura Jesuíta ou de Catequese, sendo seu principal representante o Padre José de Anchieta, com seus autos, cartas, hinos, poemas e sermões. O objetivo principal do jesuíta era catequizar os índios brasileiros.

Século XVII: Barroco

Época marcada pelos conflitos e contradições espirituais, o que acabou, consequentemente, influenciando na literatura. As obras do período são marcadas pela angústia, melancolia e oposição entre o mundo material e o espiritual, emulando o confronto interno dos indivíduos divididos entre os mundos Medieval (teocêntrico) e moderno (Antropocêntrico).

Nas obras, as figuras de linguagem mais utilizadas são as antíteses, hipérboles e metáforas. Entre os principais representantes da época, podemos citar: Bento Teixeira (Prosopopeia); Gregório de Matos Guerra, conhecido como “Boca do Inferno” por sua veia satírica e mordaz, autor de vários poemas e críticas; e o Padre Antônio Vieira, autor do célebre Sermão de Santo Antônio aos Peixes.

Século XVIII: Arcadismo ou Neoclassicismo

Época marcada pela ascensão dos valores burgueses, refletindo a ascensão da classe que chegara ao poder na Inglaterra (meados do século XVIII), EUA e França (fins do século XVIII), influenciando, no Brasil, os ideais que pautaram a Inconfidência Mineira. Esse fato, aliado ao surgimento do Iluminismo no campo do pensamento, influenciou consideravelmente a produção das obras desta época.

Os conflitos do barroco são deixados de lado e substituídos pela razão e o objetivismo, refletidos na linguagem mais simples e direta das obras. Os ideais da Antiguidade Clássica (Greco-Romana) de fuga das cidades e vida no campo são retomados, de modo que o bucolismo passa a ser consideravelmente valorizado, assim como a idealização da natureza e da mulher amada.

Os principais representantes dessa época são: Cláudio Manuel da Costa (Obra Poética); Basílio da Gama (O Uraguai); Tomás Antonio Gonzaga (Cartas Chilenas e Marília de Dirceu); e o Frei José de Santa Rita Durão (Caramuru).

Primeira Metade do Século XIX: Romantismo

A chegada da família real portuguesa ao Brasil, trouxe consigo a modernização, que, por sua vez, contribuiria ativamente para a Independência, proclamada em 1822. Tais fatos históricos influenciaram consideravelmente na literatura do período.

Entre as principais características do romantismo, pode-se destacar: espírito idealista e sonhador, idealização da mulher, individualismo, nacionalismo, retomada passado histórico (indianismo) e a valorização da liberdade.

Os principais representantes dessa época são: José de Alencar (O Guarani), no romance; Gonçalves Dias (Primeiros Cantos), Álvares de Azevedo (Lira dos Vinte Anos), Castro Alves (Navio Negreiro) e Fagundes Varella (Cântico do Calvário), na poesia.

Segunda Metade do Século XIX: Realismo / Naturalismo

Nesse período, a literatura romântica e seus ideais entram em declínio. Desse modo, os escritores começam a se preocupar em enunciar, principalmente, a realidade social e os conflitos existenciais do ser humano.

O Realismo brasileiro é completamente diferente do europeu. A obra de seu principal autor, Machado de Assis, escapa de qualquer tentativa de classificação esquemática.

A intertextualidade e a metalinguagem marcam o estilo de Machado. O uso da linguagem poética, do jogo proposital de ambiguidades, da recuperação de lugares comuns e do microrrealismo psicológico também são características fundamentais da obra machadiana. Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires são alguns romances do autor.

O principal autor naturalista no Brasil é Aluísio Azevedo. O determinismo social predomina em sua obra, construída através de observação rigorosa do mundo físico e da zoomorfização das personagens. Aluísio é autor de O mulato, Casa de pensão e O cortiço, obras com acentuado caráter investigativo e cuidadosa análise de comportamentos sociais.

Fins do Século XIX: Parnasianismo e Simbolismo

O parnasianismo buscou o retorno aos temas clássicos, em oposição à poesia romântica, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores usavam linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Por adotarem um postura anti-engajada, foram tachados, principalmente pelos primeiros modernistas, como representantes de uma literatura alienada, uma vez que não focava nos problemas sociais. Os principais representantes foram: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

O simbolismo se caracteriza por uma linguagem abstrata e meditativa, flertando continuamente o misticismo e religiosidade. Entre os temas preferidos, estavam os mistérios da morte e dos sonhos, o que carregava os textos de um teor de subjetivismo metafísico. Os principais representantes foram: Cruz e Sousa (Sete Tons de uma Poesia Maior) e Alphonsus de Guimaraens (Ismália).

Primeiras décadas do Século XX: Pré-Modernismo

Período de transição, marcado, entre outros aspectos, pela busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial, regionalismo e valorização dos problemas sociais. Os principais representantes foram: Euclides da Cunha (Os Sertões), Monteiro Lobato (Reinações de Narizinho), Lima Barreto (O Triste Fim de Policarpo Quaresma) e Augusto dos Anjos (Eu e Outras Poesias).

1922 a 1930: Modernismo

Tem início em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Entre os seus principais atributos, estão: o humor, o flerte com as vanguardas europeias, o desenvolvimento de temas do cotidiano, a liberdade formal e um diálogo crítico com o passado histórico. Os principais representantes foram: Mário de Andrade (Macunaíma), Oswald de Andrade (Pau-Brasil), Cassiano Ricardo (A Face Perdida) e Manuel Bandeira (Estrela da Manhã).

1930 a 1945: 2ª Fase do Modernismo ou Neorrealismo

O Neorrealismo (novo realismo) designa uma corrente artística moderna de vanguarda, que surgiu nas primeiras décadas do século XX nas áreas da pintura, literatura, música e cinema.

Corrente ideológica das artes com influência socialista, comunista e marxista, o Neorrealismo ocorreu em diversos países europeus, bem como teve influência no Brasil.

Dessa maneira, os artistas neorrealistas estavam empenhados em criar uma arte voltada para a realidade, e, portanto, às questões sociais, culturais, políticas e econômicas pelo qual passava a sociedade.

Os principais representantes foram: Graciliano Ramos (Vidas Secas), José Lins do Rego (Fogo Morto), Raquel de Queiróz (O Quinze) e Jorge Amado (O País do carnaval), no romance; Vinícius de Moraes (O Caminho para a Distância), Carlos Drummond de Andrade (Sentimento do Mundo) e Cecilia Meireles (Vaga Música).

Depois de 1945

A geração de 1945 corresponde a um dos mais importantes e produtivos momentos da Literatura brasileira. Também conhecida como terceira geração modernista, surgiu em um contexto histórico interessante, o que propiciou uma experiência literária voltada para a questão estética.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a derrubada da ditadura de Getúlio Vargas, a geração de 1945, em virtude de um contexto de relativa tranquilidade política, foi marcada pela busca da pesquisa estética, sobretudo a pesquisa em torno da própria linguagem literária.

Nesse cenário, marcado pela Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética e, no Brasil, pelo governo de Juscelino Kubitschek, surgiram os primeiros escritores que exploraram na prosa e na poesia a forma literária, apresentando o resultado de suas pesquisas estéticas ao abordar conteúdos inovadores. Desse período da história

Entre os principais representantes da época, destacam-se a prosa regional de Guimarães Rosa (Grande Sertão Veredas), o experimentalismo introspectivo de Clarice Lispector (A Hora da Estrela) e os romances, contos e crônicas urbanas de Nelson Rodrigues (Asfalto Selvagem).

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