Dia das Mães com Muitos Livros!

No Brasil, o Dia das Mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio. É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa.

Se você ainda não sabe como presentear sua mãe neste mês, temos algumas ótimas sugestões de livros! Essa é uma maneira de retribuir com cultura, um pouquinho de tudo que elas fazem pelos filhos durante o ano inteiro. Cada mãe é única, por isso selecionamos alguns livros incríveis e bem diferentes entre si para você escolher o que mais combina com a mamãe que vai ser presenteada. Confira!

 A Filha Perdida, de Elena Ferrante

Lançado originalmente em 2006, A Filha Perdida chega ao Brasil após Elena Ferrante ter se consagrado com o sucesso de A Amiga Genial e o restante de sua série napolitana. O livro conta a história de Leda, uma professora universitária de meia-idade que decide tirar férias no litoral italiano após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. Ela logo conhece uma família napolitana e se aproxima de Nina, uma jovem mãe. Nina faz Leda se lembrar se si mesma quando jovem e cheia de expectativas, desencadeando uma enxurrada de lembranças e segredos da sua própria vida. A Filha Perdida traz uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode ter na vida de diferentes gerações de mulheres.

A Guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch

A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino, por isso Svetlana reconstrói, nesse livro apaixonante e forte, as histórias de bravura de mulheres que lutaram nas forças armadas soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial para impedir o avanço nazista. A autora deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte. Svetlana venceu o prêmio Nobel de literatura em 2015 por seu trabalho que retrata o sofrimento e a coragem em nosso tempo.

Eu sou Malala, de Malala Yousafzai

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Livre: A jornada de uma mulher em busca do recomeço, de Cheryl Strayed

Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação.

Razão e sensibilidade, de Jane Austen

Este foi o primeiro romance de Jane Austen, publicado em 1811 e logo recebeu reconhecimento do público. Razão e sensibilidade é um livro onde as irmãs Elinor e Marianne representam essa dualidade, de maneira alternada, ao longo do livro. Austen nos oferece um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade completamente rígida e ambas tentam sobreviver a este mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor, quanto a romântica e impetuosa Marianne se vêem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna e conexões, obrigadas a viverem em um mundo dominado pelo dinheiro e pelo interesse. Ao longo da narrativa as duas personagens passam por um processo de aprendizagem, tentando mesclar a razão com os sentimentos em busca da felicidade.

Mãe sem Manual, de Rita Lisauskas

Sobre o livro: Após quatro anos escrevendo para o blog Ser Mãe é Padecer na Internet, Rita Lisauskas fala sobre a gestação e a maternidade em seu primeiro livro. Ao longo de 12 capítulos, a autora conta sobre a descoberta da gravidez até o primeiro ano do bebê, no que chama de um “antimanual”, criado para mostrar que nem sempre há certo ou errado quando o assunto é maternidade. Rita diz que seu objetivo com o livro é desromantizar a maternidade e dar um “abraço apertado” em todas as mães que, como ela, às vezes não fazem ideia do que estão fazendo.

Comer, rezar e amar, de Elizabeth Gilbert

Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa deveria querer – um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz – acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. ‘Comer, rezar, amar’ é o relato da autora sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca de sua recuperação pessoal.

Todos os contos, de Clarice Lispector

Autora de romances e contos que figuram entre os mais emblemáticos da literatura brasileira, Clarice Lispector é considerada uma das mais importantes escritoras do século XX. Sua figura e sua obra exercem sobre leitores o mesmo e fascinante estranhamento que causaram desde sua estreia literária, em 1943. Nesta coletânea, que reúne pela primeira vez todos os contos da autora num único volume, organizado pelo biógrafo Benjamin Moser, é possível conhecer Clarice por inteiro, desde os primeiros escritos, ainda na adolescência, até as últimas linhas.

Pequenas Grandes Mentiras, de Liane Moriarty

Enquanto uma morte misteriosa é investigada na cidade, três mães cujos filhos pequenos frequentam a mesma escola se aproximam e enfrentam seus conflitos particulares: Madeline é separada e precisa lidar com a nova mulher do ex; Celeste tem a família e o rosto perfeitos, mas paga caro por isso; e Jane é a mãe solteira nova na cidade, que ainda tenta superar seu passado. Pequenas Grandes Mentiras é um emaranhado sobre relações familiares, casamento, bullying, escândalos domésticos e união feminina. Com muito mistério e personagens complexos, o livro atinge o leitor com os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

Para educar crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães.

Livros são um presente de dia das mães especial porque suas histórias emocionam, ensinam e marcam o leitor para sempre. Uma edição especial, uma capa caprichada, uma dedicatória escrita à mão com palavras cheias de amor: é a receita completa para um presente inesquecível, para encontrar esse presente tão especial, vá até a livraria Nobel mais próxima e confira o nosso acervo de livros.

O presente da sua mãe está na livraria Nobel!