Mês das Mulheres – Autoras Internacionais

Nesse mês de março celebrarmos as conquistas políticas, econômicas e sociais das mulheres que, ao longo dos anos, lutaram por seus direitos e espaços. Na literatura, temos autoras notáveis que empoderaram a si e a muitas outras mulheres no mundo, e merecem todas as homenagens. Mais ainda: merecem ser lidas e reconhecidas o ano todo para que inspirem uma nova geração de escritoras, de cineastas, de cientistas, de executivas, enfim, de mulheres talentosas que podem ser o que quiserem. Selecionamos autoras internacionais extraordinárias, clássicas e contemporâneas, de ficção, poesia e não ficção, que inspiram e mostram que a literatura feita por mulheres é universal.

Agatha Christie (Reino Unido)

Ainda que seus pais tenham feito de tudo para que ela seguisse carreira de cantora lírica ou pianista, Agatha Christie preferia os contos. Seus mais de 90 livros publicados, e traduzidos em todo o mundo, fizeram dela a rainha do crime e maior escritora de romances policiais de todos os tempos. Além dos consagrados contos e romances de mistério, Agatha ainda publicou seis romances românticos sob o pseudônimo de Mary Westmacott.

Jane Austen (Reino Unido)

Alcançou reconhecimento ao escrever Orgulho e Preconceito, considerado um dos livros mais lidos em todo o mundo. Criou a comédia de costumes, retratando a sociedade da época e introduzindo personagens comuns e da classe média inglesa. Em sua narrativa, predominam os diálogos carregados de ironia e a reflexão acerca de valores como orgulho, vaidade, ambição e preconceito.

Nora Roberts  (Estados Unidos)

Foi a primeira mulher a figurar na galeria da fama dos escritores Românticos dos Estados Unidos. Escreveu mais de 200 best-sellers e, em 2004, mais de 120 obras de sua autoria figuravam na lista de mais vendidos do New York Times. De escrita insaciável, produziu diversos livros, alguns sob autoria de pseudônimos, que foram traduzidos e editados em todo o mundo.

Danielle Steel (Estados Unidos)

Escritora norte-americana conhecida por suas histórias de dramas românticos. Seus livros estão entre os mais vendidos do mundo e grande parte de sua obra já foi adaptada para o cinema. Em 1989, Danielle entrou para o Guinness, por ter pelo menos um livro na lista de bestsellers do New York Times durante 381 semanas consecutivas. Seus livros já foram publicados em 69 países e traduzidos para 43 idiomas.

K. Rowling(Reino Unido)

Famosa autora britânica que deu vida ao bruxinho Harry Potter. Teve uma vida com muitas dificuldades até conquistar o sucesso e vender mais de 400 milhões de cópias com suas 10 obras referentes ao personagem. No início da carreira, Rowling se dedicou à literatura infanto-juvenil, o que lhe rendeu o Prêmio Hans Christian Andersen de literatura, em 2010. Em suas obras, Rowling é conhecida pela criação de cenários fantásticos, personagens inusitados que exploram a magia e as relações de amizade.

Simone de Beauvoir (França)

Estreou como escritora com a obra A Convidada e seu livro Os Mandarins lhe rendeu o Prêmio Goncourt (1954), o mais prestigiado prêmio literário francês. Feminista e ícone do existencialismo, em muitas de suas obras, Simone analisou a postura e o papel da mulher na sociedade, levantando questões e gerando polêmicas, muitas em torno de um conteúdo excessivamente erótico para os padrões da época.

Chimamanda Adichie (Nigéria)

Algum fã de Beyoncé por aí? Um trecho da música Flawless, do álbum Beyoncé, é composto por parte de um discurso de uma mulher. Esse discurso foi feito pela jovem escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, uma grande promessa da nova geração, que já vem conquistando as listas de best sellers. Chimamanda escreve muito sobre a condição da mulher e sobre racismo. Seu último livro, Americanah, relata a vida de uma jovem estudante nigeriana que imigra para os EUA, e sua ligação com um namorado que deixou em seu país. Dela, recomendamos também Meio sol amarelo.

Marjane Satrapi (Irã)

Satrapi é uma iraniana que acompanhou de perto a Revolução Islâmica de 1979 no Irã, e viu sua vida e a de sua família, moderna e politizada, virar de cabeça para baixo. Com 14 anos, foi enviada pelos pais para estudar na Áustria. As histórias que ela tem para contar são tão interessantes que acabaram se tornando um livro em formato HQ (história em quadrinhos), Persépolis. Nele, são levantados questionamentos sobre liberdade, situação da mulher no Irã, repressão, entre outros. Marjane também escreveu Bordados, outra HQ.

Xinran (China)

Nossa próxima escritora é Xinran, uma jornalista chinesa que hoje mora na Inglaterra. Suas obras têm como foco a mulher chinesa. Através de um programa de rádio do qual era apresentadora, Xinran recebia cerca de 100 cartas de mulheres ouvintes de seu programa, contando as mais diversas histórias, desde as felizes até as trágicas. A partir dos relatos que recebia e das entrevistas que fez, publicou seu livro As boas mulheres da China, onde conta algumas dessas histórias e traça um panorama sobre a condição feminina na China. Outro livro dela é Enterro celestial.

Alice Walker (Estados Unidos)

A americana Alice Walker é uma grande ativista do movimento negro, e chegou até mesmo a conhecer Martin Luther King Jr. nos anos 1960. Assim, grande parte disso está refletido nas suas obras, que tratam especialmente da mulher negra nos EUA. Sua obra mais famosa, A cor púrpura, pela qual ganhou um prêmio Pulitzer e uma adaptação para o cinema, trata do racismo, machismo e violência no início do século 20, na história de sua protagonista Celie. Alice Walker também publicou Rompendo o silêncio.

E aí, gostou? Confira também nosso artigo sobre autoras brasileiras! E para conhecer mais sobre a literatura dessas mulheres fantásticas, vá até a Nobel mais próxima e confira as obras dessas autoras incríveis que marcaram época.